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O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte do vídeo de sua segunda palestra, apresentada por José Miguel Wisnik, compositor, pianista e professor livre-docente de Literatura Brasileira na USP.

Além da apresentação, os palestrantes produzem um ensaio sobre o mesmo tema. Leia um trecho abaixo:

“Se a música de salão supõe, como gênero, o virtuosismo superficial e o sentimentalismo, Chopin submeteu esses clichês, segundo Charles Rosen, a uma dupla estratégia despistadora: enobreceu-os, submetendo-os à iridescência sonora das complexidades insuspeitadas, ao mesmo tempo em que os tratou com desdém, ampliando e forçando o sentimentalismo de estilo ao limite perturbador da morbidez. Praticou assim a sedução fulgurante de sua música sem cair quase nunca nos ‘lugares-comuns que soam grandiosos ou bonitos e que podem ser expressos sem que se tenha a consciência perturbadora de seus significados’. Isto é, sem padecer das limitações da música de salão, embora cercado pela sua forma social, escapou também do bom gosto e do ‘afável classicismo que danificou a obra de tantos contemporâneos seus’.”

Leia o ensaio O Piano de Chopin, de José Miguel Wisnik.