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Kristjan Järvi regente

Joseph Haydn
IV. Finale

Gravada em junho de 2010 na Sala São Paulo.
“Na Sinfonia nº 86, o “Adagio” apresenta uma introdução lenta, algo misteriosa, que cria expectativa antes de entrar no tema allegro spirituoso — recurso que Haydn estava então aperfeiçoando. O “Capriccio” emprega tanto elementos da forma-sonata (exposição, desenvolvimento, recapitulação) como do rondó (em que a seção principal retorna a cada episódio), com um tema principal derivado do início da sinfonia. No “Menuet”, a divisão tripartite emprega os atributos da forma-sonata: exposição, desenvolvimento, recapitulação e coda.
A peça termina com uma sonata (”Finale: Vivace”) exuberante.”
Trecho do texto de Marino Maradei Jr.
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Joseph Haydn
III. Menuet / Trio

Gravada em junho de 2010 na Sala São Paulo.
“O compositor estabilizou a forma da sinfonia; ampliou seu alcance e desenvolveu suas possibilidades; despiu o minueto do caráter dançante, dando-lhe dimensões mais expressivas; recuperou o contraponto (desprezado pelo Rococó), erguendo complexas estruturas de contrastes tonais e melódicos. Em plena maturidade (1785-86), sob encomenda da loja maçônica Olympique, escreveu as seis Sinfonias Paris (números 82 a 87) — nas quais manifesta seu temperamento mais expansivo e inovador.”
Trecho do texto de Marino Maradei Jr.
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Joseph Haydn

II. Capriccio


Gravada em junho de 2010 na Sala São Paulo.


“Foi em 1757 que compôs sua Primeira Sinfonia em Dó Maior. Quatro anos depois, seria contratado com exclusividade pelo príncipe Nikolaus Esterházy, o que lhe proporcionaria meios para desenvolver seu talento — tinha à disposição orquestra e coro permanentes.”


Trecho do texto de Marino Maradei Jr.

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Joseph Haydn
I. Adagio / Allegro Spirituoso

Gravada em junho de 2010 na Sala São Paulo.

“A sinfonia, nascida da relação entre várias formas de composição (concerto grosso, sonata, ópera, divertimento), já era praticada nas primeiras décadas dos anos 1700. O século XVIII vivia grande efervescência cultural na Áustria e na Alemanha no início de uma nova era — traduzida em música por mais liberdade individual, enquanto manifestações do Barroco perdiam espaço. Nesse contexto, o professor austríaco Matthias Monn (1717-50) atuava como progressista, ao experimentar mudanças no modelo estabelecido de sinfonia (escreveu cerca de 20).

Tão importante como Monn era a atuação de Johann Stamitz (1717-57) em Mannheim, Boêmia. Sob sua direção, a orquestra de Mannheim tornou-se o conjunto mais famoso da Europa na época.

Stamitz transformou a abertura italiana (forma de introdução para óperas e oratórios, constituída de três seções - rápida – lenta - rápida) em sinfonia; “dinamizou” o discurso sinfônico com o “crescendo” e o “decrescendo”, além de ampliar o efetivo instrumental da orquestra.

Haydn observou, estudou e construiu seu imenso conjunto de obras — mais de cem sinfonias — a partir dessas referências.”

Trecho do texto de Marino Maradei Jr.